A busca por performance no triathlon e no contrarrelógio muitas vezes parece exigir grandes investimentos em novos equipamentos. Mas e se parte desse ganho estivesse em detalhes que você já possui — na sua posição, nas escolhas de vestuário e nos ajustes de configuração da bike?
Foi exatamente isso que demonstrou o time da AeroCoach, que analisou como pequenas alterações no posicionamento e no equipamento podem resultar em ganhos reais de velocidade — sem trocar de bicicleta.
1. A base: posição aerodinâmica
A posição do ciclista é o fator mais determinante da aerodinâmica.
Em média, o atleta representa cerca de 80% da resistência do ar, enquanto a bicicleta responde pelos outros 20%.
No teste, o primeiro passo foi registrar um “baseline” na posição tradicional, segurando nas alavancas inferiores.
Depois, foram adicionados clip-ons aerodinâmicos, que permitem uma postura mais compacta — com os cotovelos mais fechados e as mãos próximas — facilitando o fluxo de ar ao redor dos braços e do tronco.
Esse simples ajuste gerou uma economia de 17,5 watts a 30 km/h.
Com pequenas otimizações (movendo as extensões e estreitando a posição), o ganho chegou a 20 watts, o que equivale a até 65 watts de economia a 45 km/h — uma diferença significativa em provas longas.
2. Capacete: o detalhe que muda tudo
O segundo teste comparou dois tipos de capacete:
um modelo aero road e um modelo time trial, com viseira integrada.
Embora o desempenho varie de atleta para atleta (por conta do formato da cabeça e posição do tronco), o capacete de contra-relógio apresentou resultado superior, comprovando que um design otimizado pode reduzir a resistência aerodinâmica e gerar ganhos mensuráveis.
3. Vestuário: o poder do SkinSuit
Entre os upgrades mais eficazes, o SkinSuit se destacou.
Projetado com painéis de tecidos diferentes e costuras posicionadas estrategicamente, ele melhora o escoamento do ar e reduz o arrasto.
O resultado foi uma redução de 5 watts a 30 km/h e 17 watts a 45 km/h em comparação ao uso de jersey e bretelle convencionais — provando que o ajuste e o material do vestuário têm impacto direto na velocidade.
4. Overshoes: o toque final
Pequenos detalhes também contam.
O uso de cobre-sapatos (overshoes) — que cobrem cadarços e superfícies irregulares dos tênis — trouxe um ganho de 1 watt a 30 km/h e até 3,5 watts a 45 km/h.
Pode parecer pouco, mas em provas de longa distância, essa diferença se traduz em segundos preciosos.
5. Rodas: profundidade e estabilidade
Por fim, foram testadas rodas de seção profunda e uma roda traseira disco.
A substituição das rodas convencionais por esse conjunto rendeu uma economia de 2 watts a 30 km/h e 7,5 watts a 45 km/h.
Além do ganho aerodinâmico, o uso de roda disco aumenta a estabilidade, ao redistribuir o centro de pressão e reduzir o esforço sobre o eixo de direção — ideal para contrarrelógios e triathlons de alta velocidade.
O resultado final
Somando todos os ajustes — posição, capacete, vestuário, overshoes e rodas — houve uma redução de 29% no CDA (coeficiente de arrasto aerodinâmico).
Isso significa 29 watts economizados a 30 km/h ou quase 100 watts a 45 km/h, sem trocar de bicicleta.
Em outras palavras: é possível ficar mais rápido apenas otimizando o que já se tem.
Aerodinâmica é ciência aplicada à performance — e cada detalhe conta.
Conclusão
Na Aero Shop, acreditamos na mesma filosofia: não é sobre ter mais, é sobre fazer melhor com o que você tem.
Os AeroSuits da Aero Shop foram desenvolvidos com essa mentalidade — combinando ajuste anatômico, tecidos otimizados e design técnico testado com sensor aerodinâmico de última geração, para garantir eficiência real em cada pedalada.
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Texto inspirado no vídeo “How to go faster without buying a new bike”, do canal AeroCoach.
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